O antigo presidente da Bolívia Evo Morales (2006-2019), apontado como o financiador da recente vaga de protestos, acusou o exército local e os Estados Unidos de terem um plano para o deter ou assassinar.

“Os Estados Unidos ordenaram ao Governo de [atual presidente boliviano] Rodrigo Paz que realizasse uma operação militar, com o apoio da DEA [agência antidroga dos Estados Unidos] e do Comando Sul [do exército] dos EUA, para me prender ou matar”, declarou Morales.

Na quinta-feira, o Governo da Bolívia anunciou que a DEA vai estabelecer um escritório na capital La Paz para coordenar e trocar informações com as autoridades locais, embora os agentes norte-americanos não participem em operações conjuntas.

Além dos mineiros, o governo enfrenta uma onda de protestos de diferentes setores, trabalhadores, camponeses, professores, funcionários dos transportes, grupos indígenas com reivindicações que vão desde aumentos salariais até à recusa da privatização das empresas públicas.

A Bolívia atravessa uma grave crise económica relacionada com uma escassez de divisas estrangeiras. A inflação anual atingiu 14% em abril.